quinta-feira, 14 de abril de 2016

MENSAGEM: COMO DEVEMOS ORAR




Introdução 

A bíblia é clara em relação a como devemos orar a Deus.  Jesus foi bem específico quanto à maneira com ofalar com o pai, utilizando-se de palavras objetivas e verdadeiras.  Repetição, segundo ele, não garante que a petição será atendida, pois o próprio Deus sabe o que pediremos antes mesmo que falemos em oração.

Maneiras de orar.

            É próprio de muitos orar utilizando palavras e expressões exóticas muitas vezes aprendidas uns com os outros sem que haja qualquer referência bíblica, tais como: Queima todo mal, repreende o acusador, desmancha os laços do inimigo, derruba por terra todo mal, etc.
            São expressões que ao longo do tempo vão se perpetuando como orações fervorosas, poderosas.  Quem usa essas expressões parece ter grande chance de ser atendido, porém, há incoerência ou desconexão como a oração ensinada por Cristo.
            Parece que ao orar dessa forma e em alta voz as forças do mal ouvem e atendem a repreensão que é feita, ao contrário de todas as realizadas na historicidade bíblica.
            Ana, por exemplo, realizou uma oração em silêncio, chorosa e dramática.  Foi confundida com uma bêbada, porquanto o sacerdote Eli a repreendeu imaginando que estivesse embriagada.  Ela explicou a sua situação, dizendo-lhe que não bebera vinho e nenhuma outra bebida forte, mas que estava atribulada de espírito e derramava sua alma perante o Senhor.
            Em primeiro Samuel no capítulo um a partir do versículo nove encontramos esta situação de oração e a resposta ao pedido que a mulher de Elcana fizera.
            Nota-se que Ana não usou expressões como: Senhor repreende a esterilidade do meu corpo, Queima esse mal que me assola.  Ela simplesmente conversou com Deus abertamente, fez um voto a ele e percebemos que pela humildade, sinceridade e fé dessa mulher sua petição foi atendida além do que pedira.  Os textos seguintes afirmam que Deus lhe deu mais que um filho.  Em todas as outras referências bíblicas vemos pessoas conversarem com Deus abertamente e claramente, não usando de expressões exóticas e confusas.
            O próprio Jesus além de ensinar a maneira de orarmos, muitas vezes orou ao pai de forma sucinta e clara.  Nunca usou palavras mirabolantes, expressões exuberantes e nem gritava.  Era uma fala clara e objetiva sem nenhuma sombra de confusão e desentendimento.
            A oração deve sempre ser uma fala inteligente, pois quem ouve é um ser inteligente e com inteligência responderá. Em Tiago quatro verso três, o escritor dá exortações às doze tribos que andam dispersas, segundo o prefácio do livro e diz sobre petição.  Embora o contexto dê a entender que ele falava sobre as paixões da vida e orientava quanto a resisti-las, podemos relacionar este versículo a uma oração feita de modo errôneo: é feito um pedido e não atendido, pois foi feito de maneira errada.  Nesse caso o autor diz que fizeram ou fazem para deleite próprio. Não obstante muitas orações são feitas desse jeito.  O pedinte deseja que Deus realize seus desejos, enquanto Jesus ensina: “Seja feita a sua vontade.”  Do mesmo modo antes mesmo de exaltar o nome do Senhor é pedido imediatamente o que se deseja, como se Deus estivesse à disposição para realizar desejos, como um gênio da lâmpada.

           
            O que Jesus quis ensinar com o Pai Nosso?

           
            A oração do Pai Nosso é a mais conhecida das passagens bíblicas.  Desde criança nossos pais e avós nos ensinam a orar dessa forma.  No entanto, não foi com o propósito de padronizar a oração que Jesus ensinou tais palavras. Ele apenas deu referência de como deveria ser a nossa petição junto a Deus.

“- Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o seu nome.”
           
                        Em primeiro lugar iniciando nossa conversa com Deus precisamos entender quem ele é, e que é digno de adoração, por isso Cristo ensina a reverência que deve ser dada ao Criador do universo.  Depois aceitar a sua vontade independente da nossa. Essa vontade é realizada tanto no plano terreno quanto espiritual.
                       
                        “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.”

                        O alimento necessário a todo ser humano responsável pelo seu desenvolvimento intelectual e físico faz parte do primeiro pedido pessoal.  Jesus entende que o alimento é importante para nossa sobrevivência. Ele precisa ser o primeiro pedido a ser feito no âmbito pessoal, ou seja, algo que vá diretamente nos beneficiar.

                        “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.”

                        Saindo do campo material o próximo pedido é espiritual. O perdão tão necessário para justificação é feito levando em conta que precisamos também doar perdão a quem nos deve.  Seguindo o processo, Cristo ensina-nos a pedir proteção, clamando ao pai o livramento do mal e por fim terminar engrandecendo o nome do Senhor novamente.

                        O Pai Nosso é apenas uma referência, como dito anteriormente, e não um padrão de oração que deve ser feito exatamente com está escrito, decorado e padronizado.  Na verdade Jesus nunca ensinou padrões, regras, métodos.  Ele ensinou princípios.
                        O que muitas vezes acontece são rituais executados com base em álbum ensino do mestre, daí vira quase uma doutrina.
                        O Evangelho que Jesus ensinou na Terra foge a qualquer idéia de ritualização, liturgia.  Nunca foi pretensão do mestre limitar o Evangelho a rituais de oração, de cultos, ao contrário, ele veio para quebrar padrões religiosos que impediam a aproximação do homem com Deus, por isso nossa oração deve ser simples, clara e objetiva sem seguir regras e padrões de comportamentos.  Deus sabe exatamente o que vai ser pedido.  Ele conhece o nosso deitar   e o nosso levantar, então, o que precisamos é apenas conversar com ele como se conversássemos com um amigo, respeitando sua grandeza, reverenciando sua majestade e o adorando com verdade.  O que vai diferenciar o resultado de nossa oração das orações não respondidas é a nossa sinceridade e a disposição do nosso querer ao querer de Deus.

                                                                  25 e 25 de Novembro,
O.V. Rio de Janeiro 

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